25 de Outubro de 2014

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23/09/2012 - 12h17

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Gal Costa apresenta show de seu CD "Recanto" no projeto Mulheres do Brasil, no Via Funchal, em SP



Imagem: Manuela Scarpa/Foto Rio NewsConcebido e dirigido por Caetano Veloso, o espetáculo apresenta músicas do recente lançamento e resgata sucessos da carreira da cantora(Imagem: Manuela Scarpa/Foto Rio News)Concebido e dirigido por Caetano Veloso, o espetáculo apresenta músicas do recente lançamento e resgata sucessos da carreira da cantora

Libertas das amarras que as restringiram durante longos períodos da história, as mulheres atualmente desfrutam dos espaços conquistados após muita luta, e brilham cada vez mais em todos os cantos do planeta.

Como forma de homenageá-las, surge o projeto “Mulheres do Brasil”, que conta com o patrocínio do Grupo Segurador Banco do Brasil e Mapfre e trará à Via Funchal shows com grandes divas da MPB, representantes de tendências e gerações diversas.

 Já passaram pelas séries de espetáculos, realizando seus shows, as cantoras Daniela Mercury (que abriu o Projeto), Alcione e Margareth Menezes, sempre na Via Funchal, localizado no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo.

“É um orgulho muito grande para nós patrocinar um projeto dessa magnitude, com esses grandes nomes da nossa música, que unem a tradição e o novo. Isso é um pouco o nosso perfil como grupo, e fazemos questão de levar essa filosofia ao público por meio dessas importantes artistas”, diz Benedito Dias, diretor de marketing do Grupo BB e Mapfre.

Para Jorge Maluf, sócio diretor da Via Funchal, "sediar o projeto ‘Mulheres do Brasil’ é uma ótima oportunidade de celebrar o imenso talento feminino brasileiro”.

Na noite deste sábado, dia 22 de Setembro o show ds cantora baiana, ícone da MPB, Gal Costa, foi a atração do projeto, com o show de seu CD "Recanto". Concebido e dirigido por Caetano Veloso, o espetáculo apresenta músicas do recente lançamento e resgata sucessos da carreira da cantora.

Além das canções novas, “Madre Deus” e “Mansidão”, destaque para alguns clássicos como “Da Maior Importância”, “Divino maravilhoso”, “Folhetim”, “Barato Total”, “Dom de Iludir”, “Baby”, “Vapor Barato”, “Força estranha” e “Meu bem, Meu Mal”.

No palco, Gal é acompanhada por Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Baby (guitarra e violão) e Bruno Di Lullo (baixo).

Com sonoridade experimental, “Recanto” mistura rock, programações eletrônicas e dub-step à MPB. A cantora reafirma a excelência de sua voz, brincando como na música “Autotune Autoerótico”, que faz uso do software de ajuste de voz, com “não, o autotune não basta pra fazer o canto andar pelos caminhos que levam à grande beleza”.

Imagem: Manuela Scarpa/Foto Rio NewsCom sonoridade experimental, Com sonoridade experimental, "Recanto" mistura rock, programações eletrônicas e dub-step à MPB

“Recanto” nas palavras de Caetano Veloso:
“Quando voltei do exílio londrino, me apresentava usando batom vermelho. Meu cabelo descia até os ombros e era repartido no meio. Um retrato vivo de Gal, pensado como uma homenagem a ela ter encarnado os tropicalistas expatriados durante aqueles anos.

O disco é meu trabalho composicional de agora. Quis fazê-lo com o som da voz dela. Não se tratava de meramente relembrar o passado de Gal, mas de produzir com ela uma peça que fosse forte como expressão atual e, assim, estivesse à altura do nosso histórico. Sonhei com isso por um bom tempo.

Finalmente comecei a compor e a imaginar arranjos e sonoridades. Tudo fluiu muito rápido (o tempo que tomamos foi para fazer tudo com naturalidade, interrompendo para cumprir nossas agendas apertadas e voltando a pôr a mão na massa quando estivéssemos relaxados).

As letras desse disco são ao mesmo tempo muito diretas e um tanto enigmáticas. Não pude evitar. “Recanto escuro”, que é uma biografia cifrada da própria Gal (mas tem elementos de minha própria biografia), foi composta primeiro sem palavras. Todas as letras me surpreenderam à medida que foram se construindo.

No mais, deixamos Gal soar como ela soa. E aqui particularmente sóbria. Basta-lhe o timbre e o relaxamento. Sem intenções interpretativas óbvias e sem demonstrações de capacidade musical. Quanto mais simples, mais simplesmente Gal, maior a integração com os sons às vezes ásperos, às vezes etéreos da eletrônica.

As únicas canções não inéditas são “Madre Deus” e “Mansidão”. A primeira foi feita para o bale “Onqotô”, do grupo Corpo, onde ela aparece gravada por Ze Miguel Wisnik. A segunda foi escrita para Jane Duboc, que a gravou já faz anos. Foi tudo um sonho meu. Mas ouvir o que a turma que reuni aprontou para Gal, sobretudo tendo dois dos meus filhos envolvidos, me faz sentir que me aproximei mais do que entendi sobre nosso grupo núcleo, Gil, Bethânia, Gal e eu, desde que começamos à beira da Bahia de Todos os Santos.”

Imagem: Manuela Scarpa/Foto Rio NewsCaetano Veloso: Caetano Veloso: "O disco é meu trabalho composicional de agora. Quis fazê-lo com o som da voz dela."


Edição: Redação Fonte: Manuela Scarpa/Foto Rio News

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